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Oficina dos Povos Indígenas do Alto Solimões
No período de 11 a 13 de dezembro de 2007, cerca de sessenta lideranças dos povos indígenas do Alto Solimões realizaram uma oficina para discutir a proteção da biodiversidade e dos conhecimentos tradicionais indígenas. A oficina foi realizada com o apoio da FEPI, Inbrapi e Prefeitura do Município de São Paulo de Olivença – AM. Antes de entrarem na discussão específica sobre a biodiversidade e os conhecimentos tradicionais, as lideranças relembraram as lutas históricas pela demarcação das terras dos Ticuna, que sofreram forte oposição parte dos invasores e de setores do poder público na década de 1980.
A luta dos Ticuna para garantir seus direitos territoriais serviu de exemplo para outros povos da região e do Brasil lutarem pela demarcação integral de seus territórios, inclusive na região de fronteira, superando as políticas governamentais que pretendiam demarcar as terras indígenas em “ilhas”.
Os participantes do evento destacaram a importância da atuação do capitão Pedro Inácio e dos líderes Adelson e Pedro Mendes, que juntamente com outras lideranças defenderam a demarcação das terras. Destacaram também a participação das referidas lideranças na Assembléia da ONU que aprovou a Convenção da Biodoversidade, realizada no Rio de Janeiro em 1992, a ECO-92.
As lideranças argumentaram que para discutir as questões relacionadas à biodiversidade e os conhecimentos tradicionais é necessário ter como base a luta pela proteção dos territórios, do meio ambiente e do patrimônio cultural indígena. Ressaltaram que os conhecimentos tradicionais fazem parte do patrimônio cultural indígena, o qual é formado pelas danças, músicas, mitos, historia, língua, organização social, moradia, artesanato e demais manifestações culturais indígenas. Ao final do evento, as lideranças aprovaram o documento que segue em anexo.
Paulo Celso de Oliveira – Pankararu
Mestre em Direito Econômico e Social – PUCPR
Especialista em Povos Indígenas, Direitos Humanos e Cooperação Internacional – Universidade Carlos III de Madri
No período de 11 a 13 de dezembro de 2007, cerca de sessenta lideranças dos povos indígenas do Alto Solimões realizaram uma oficina para discutir a proteção da biodiversidade e dos conhecimentos tradicionais indígenas. A oficina foi realizada com o apoio da FEPI, Inbrapi e Prefeitura do Município de São Paulo de Olivença – AM. Antes de entrarem na discussão específica sobre a biodiversidade e os conhecimentos tradicionais, as lideranças relembraram as lutas históricas pela demarcação das terras dos Ticuna, que sofreram forte oposição parte dos invasores e de setores do poder público na década de 1980.
A luta dos Ticuna para garantir seus direitos territoriais serviu de exemplo para outros povos da região e do Brasil lutarem pela demarcação integral de seus territórios, inclusive na região de fronteira, superando as políticas governamentais que pretendiam demarcar as terras indígenas em “ilhas”.
Os participantes do evento destacaram a importância da atuação do capitão Pedro Inácio e dos líderes Adelson e Pedro Mendes, que juntamente com outras lideranças defenderam a demarcação das terras. Destacaram também a participação das referidas lideranças na Assembléia da ONU que aprovou a Convenção da Biodoversidade, realizada no Rio de Janeiro em 1992, a ECO-92.
As lideranças argumentaram que para discutir as questões relacionadas à biodiversidade e os conhecimentos tradicionais é necessário ter como base a luta pela proteção dos territórios, do meio ambiente e do patrimônio cultural indígena. Ressaltaram que os conhecimentos tradicionais fazem parte do patrimônio cultural indígena, o qual é formado pelas danças, músicas, mitos, historia, língua, organização social, moradia, artesanato e demais manifestações culturais indígenas. Ao final do evento, as lideranças aprovaram o documento que segue em anexo.
Paulo Celso de Oliveira – Pankararu
Mestre em Direito Econômico e Social – PUCPR
Especialista em Povos Indígenas, Direitos Humanos e Cooperação Internacional – Universidade Carlos III de Madri







