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Gênero

III ENCONTRO DAS MULHERES INDÍGENAS

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O III Encontro das Mulheres Indígenas da Amazônia Brasileira, que teve lugar nos dias 20 e 21 de julho de 2009, na Terra Indígena Krikati, resultou na criação da mais nova organização indígena de mulheres no país: a União das Mulheres Indígenas da Amazônia Brasileira (UMIAB),a qual contou com a presença de 47 delegadas indígenas representando os Estados do Maranhão, Amazonas, Mato Grosso, Rondônia, Roraima, Pará, Tocantins, Amapá e Acre. O processo de eleição das coordenadoras da UMIAB foi presidido pela Comissão Eleitoral da Assembléia de Fundação, que contou com a presença de Fernanda Kaingáng, Diretora Executiva do INBRAPI e culminou com a eleição de Conserlei Xerente (PA), para coordenadora geral, Edilene Krikati (MA), para vice-coordedora da UMIAB, além de Matilde Madicai (MT) para terceira coordenadora e Letícia Yawanauá para ocupar a posição de quarta coordenadora da recém criada organização indígena de mulheres. A votação para decidir quem será a representante da UMIAB em Brasília, elegeu a jovem Jeicy Mura (AM) para exercer o cargo na capital federal. A UMIAB finalizou sua assembléia de fundação indicando 27 conselheiras, em número de três delegadas por Estado, para compor o Conselho Deliberativo e Fiscal da instituição que iniciará suas atividades como organização membro da COIAB. O Núcleo de Mulheres Indígenas do INBRAPI (NUMIN) parabeniza as mulheres indígenas da Amazônia e deseja boa sorte nessa jornada que agora começa rumo à construção e ampliação de espaços para as mulheres indígenas em movimento.

Fernanda Kaingáng. Terra Indígena Krikati, 21 de julho de 2009.

Last Updated on Sunday, 16 August 2009 18:50
 

NUMIN e o Desenvolvimento Indígena sob perspectiva de gênero

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NuminDesenvolvi­mento é o que todos e todas queremos. No entanto o modelo de desenvolvimento social contempla muito mais aos homens do que às mulheres na sociedade. Trabalhar com estratégias para formação de gênero é desafiar as relações desiguais entre homens e mulheres. Na questão indígena não é diferente, tanto no campo de ação, na família ou não, como também no campo organizacional e institucional. A formação de gênero é uma das estratégias usadas para promover a justiça de gênero dentro das organizações de desenvolvimento. Tal formação baseia-se na convicção de que intervenções em forma de projetos ou programas de desenvolvimento podem resultar em transformações sociais para povos indígenas. Formação de gênero neste caso pretende atingir justiça de gênero incorporando uma perspectiva de gênero a todos os níveis de análise e planejamento do projeto ou programa de uma organização indígena, por exemplo.

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